Manutenção de ar-condicionado é essencial para a saúde e economia de energia, alerta especialista

Com mais de 12 anos de experiência, Tamires Rodrigues explica diferenças entre manutenções preventiva e corretiva e orienta consumidores

Limpeza de bolsão sendo realizada - Foto: Gela Tudo Foz

Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, cresce também a procura por serviços de manutenção de ar-condicionado. Para esclarecer dúvidas comuns dos consumidores, a reportagem conversou com Tamires Rodrigues de Oliveira dos Santos, profissional com mais de 12 anos de atuação no mercado e integrante de uma empresa familiar especializada no setor, em Foz do Iguaçu.

Experiência no mercado

Atuando há mais de uma década na área, Tamires destaca que o conhecimento foi construído ao longo dos anos dentro de uma empresa familiar.

“Eu já estou entre 12 a 13 anos nesse mercado. É uma empresa familiar, então a gente já vem de um longo tempo”, afirmou.

Tipos de manutenção existentes

Segundo a especialista, atualmente existem dois tipos principais de manutenção: a preventiva e a corretiva.

“Hoje nós temos dois tipos de manutenção: a preventiva, que é a limpeza, e a corretiva”, explicou.

A manutenção preventiva consiste na limpeza de filtros, serpentina, bandeja, dreno e condensador, sendo recomendada uma vez por ano. Dentro da preventiva, há duas modalidades:

Diferença entre limpeza com bolsão e com retirada

Tamires explica que a escolha do tipo de limpeza depende do estado do equipamento.

“A do bolsão vai dar uns 70% de higienização. Ela é indicada para quem faz a limpeza todo ano”, disse.

Já a limpeza com retirada é indicada para aparelhos que ficaram muito tempo sem manutenção.

“Quando o cliente está dois, três anos sem fazer, a sujeira entra por trás da turbina e da serpentina, onde o bolsão não alcança”, completou.

Manutenção corretiva

A manutenção corretiva é necessária quando o aparelho apresenta falhas de funcionamento.

“A corretiva é quando o aparelho para de gelar ou para de ligar. Aí pode ser motor, capacitor, placa que queimou”, explicou.

Nesse caso, é indispensável a visita técnica para identificar o problema.

Tempo de serviço

O tempo de execução varia conforme o tipo de serviço e o acesso ao local.

“Uma limpeza com bolsão leva em torno de duas horas. A com retirada, entre três e três horas e meia, em locais de fácil acesso”, detalhou.

Ela ressalta que apartamentos, sobrados ou instalações em telhados podem demandar mais tempo.

Alta demanda no verão

No período de verão, a procura pelos serviços aumenta significativamente.

“No verão, a nossa demanda sobe quatro vezes mais. Chegamos a ter dez, quinze dias de fila de espera”, relatou.

Por isso, a recomendação é antecipar a manutenção.

“O ideal é fazer a preventiva no inverno, em junho, julho ou agosto. Assim você evita fila e garante que o aparelho esteja pronto para o verão”, orientou.

Riscos de não fazer manutenção

Além do desconforto térmico, a falta de manutenção pode trazer riscos à saúde e ao bolso.

“O maior risco é a saúde. O ar-condicionado acumula fungos, bactérias e ácaros. Para quem tem rinite ou sinusite, é um veneno”, alertou.

Outro problema é o aumento no consumo de energia e o risco de danos ao equipamento.

“A sujeira força o compressor e o motor, podendo causar queima de peças”, acrescentou.

Mito ou verdade: deixar o ar ligado direto estraga o aparelho?

Tamires esclarece que manter o ar-condicionado ligado não é um problema, desde que algumas condições sejam respeitadas.

“Não estraga, desde que a manutenção esteja em dia e a potência seja adequada ao ambiente”, explicou.

Ela alerta apenas para o uso contínuo na temperatura mínima.

“O que não recomendamos é deixar travado no 17 graus o tempo todo, porque a máquina precisa atingir a temperatura para poder descansar”, finalizou.

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