Hospital Municipal busca alternativas para recompor quadro de médicos especialistas

Direção procura profissionais em Cascavel e discute medidas com conselhos para normalizar atendimentos.

Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Foto: Arquivo.

A direção do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu intensificou, nesta semana, as articulações para recompor o quadro de anestesistas e neurocirurgiões da unidade. O diretor do hospital, coronel Áureo Ferreira, informou que esteve em contato com profissionais de Cascavel e mantém reuniões com conselhos locais para buscar uma solução que garanta a continuidade dos atendimentos.

Segundo ele, uma agenda foi organizada com grupos de anestesistas e neurocirurgiões da região Oeste do Paraná, com o objetivo de viabilizar novas contratações. Paralelamente, reuniões com o Conselho Municipal de Saúde (Comus) e com o Conselho Curador da Fundação Municipal de Saúde, gestora do hospital, estão sendo realizadas para apresentar o cenário atual e as medidas adotadas.

Atualmente, o Hospital Municipal opera com redução no número de cirurgias eletivas. Antes, eram realizados em média 25 procedimentos por dia; agora, apenas doze, em razão da diminuição na disponibilidade de anestesistas, que caiu de quatro para apenas um. De acordo com a direção, os atendimentos de urgência e emergência seguem garantidos e não houve interrupção dos serviços essenciais.

A redução no quadro ocorreu após a saída de parte dos anestesistas e a suspensão dos atendimentos por neurocirurgiões. No caso da neurocirurgia, a divergência está relacionada aos valores pagos pelos procedimentos. O hospital informou que os profissionais solicitaram reajuste de R$ 45 para R$ 93 por hora. Após análise dos valores praticados na região, a administração ofereceu R$ 65, considerado o teto regional. A proposta, no entanto, não foi aceita.

Segundo a direção, o hospital segue os limites legais da administração pública e não pode praticar valores acima do mercado regional. O diretor do hospital negou que existam atrasos nos pagamentos e afirmou que todos os contratos estão sendo cumpridos regularmente. Segundo ele, informações divergentes acabaram gerando insegurança entre profissionais que poderiam atuar na unidade.

Enquanto a situação não é normalizada, o Hospital Municipal conta com o apoio do Hospital Itamed, que atua como retaguarda para casos que necessitam de neurocirurgia, por meio da regulação estadual. De acordo com a direção, nenhum paciente ficou sem atendimento. O Ministério Público acompanha o caso e emitiu recomendação sobre os valores praticados e a necessidade de manutenção do atendimento à população. A direção do hospital informou que as orientações estão alinhadas às medidas que vêm sendo adotadas. A administração do Hospital Municipal afirma que as negociações seguem em andamento e que a expectativa é de recomposição gradual das equipes nos próximos dias, com o objetivo de retomar o fluxo normal das cirurgias eletivas.

 

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