Primeiros nascimentos de 2026 reforçam conservação no Refúgio Biológico da Itaipu

Filhotes de anta e veado-bororó simbolizam sucesso do Programa de Reprodução e ampliam perspectivas de preservação e reintrodução de espécies.

Jamelão e a mãe Mandioca. Fotos: Sara Cheida / Itaipu Binacional.

Os nascimentos de um veado-bororó (Mazama nana) e de uma anta (Tapirus terrestris), no Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), marcaram o início de 2026 para o Programa de Reprodução de Espécies da Itaipu Binacional. Os filhotes, batizados de Bambi e Jamelão, são filhos de mães de primeira cria e representam um importante reforço para a conservação dessas espécies ameaçadas.

De acordo com a médica-veterinária Aline Konell, da Divisão de Áreas Protegidas, a reprodução contínua no refúgio contribui para o aumento populacional, a diversidade genética e a produção de conhecimento científico. Ela destaca que, no segundo semestre, a Itaipu pretende encaminhar um casal de antas para uma futura reintrodução na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, em parceria com o Projeto Refauna. Em 2025, o RBV registrou o nascimento de 65 animais, de dez espécies diferentes.

O cuidado com os filhotes começa ainda na gestação. Quando a prenhez é identificada, os animais são separados e as fêmeas permanecem em recintos especiais para garantir um parto seguro. Nos primeiros meses de vida, os filhotes recebem acompanhamento constante, com atenção à amamentação, ao ganho de peso e à prevenção de problemas como hipotermia, desidratação e falta de alimentação.

Bambi nasceu em 12 de janeiro e é o 218º veado-bororó registrado na história do programa da Itaipu. Já Jamelão, que veio ao mundo em 15 de janeiro, é a 36ª anta nascida no refúgio. Seu nascimento também marcou a confirmação da boa fertilidade da espécie e a maternidade de uma fêmea jovem, fato que contribui para a atualização de dados científicos e reforça a relevância do trabalho desenvolvido no Refúgio Biológico da Itaipu.

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