Coronel Áureo fala à Rádio Cultura sobre desafios e prioridades ao assumir o Hospital Municipal

Novo diretor destaca diálogo com médicos, busca por federalização e ajustes imediatos na gestão

Novo diretor do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, Coronel Áureo, falou sobre os principais desafios - Foto: Prefeitura de Foz do Iguaçu

Durante entrevista ao Programa Contraponto, da Rádio Cultura AM 820, nesta sexta-feira (28) o novo diretor do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, Coronel Áureo Ferreira, falou sobre os principais desafios que encontrará ao assumir o comando da unidade na próxima segunda-feira (1). A conversa abordou reclamações de médicos, convênios, estrutura, gestão interna e o andamento da federalização do hospital.

Desafios na chegada ao cargo

Logo no início da entrevista, o coronel destacou que seu primeiro passo será olhar para dentro do hospital e compreender a rotina das clínicas e setores:

“Os principais desafios são olhar para dentro do hospital, o funcionamento das clínicas, das instalações, de todas as áreas, e fazê-las funcionar de forma harmoniosa em proveito do paciente.”

Ele também reconheceu que há reclamações de profissionais da saúde e que isso será tratado com transparência:

“Com diálogo. Boa conversa, mas uma conversa com resultados. Já conversei com os neurocirurgiões, com o presidente do Comus, e com a Ielita. Vamos encontrar o caminho.”

Federalização segue como prioridade

Questionado sobre o andamento da federalização, o novo diretor reafirmou que o processo continua sendo prioridade do governo municipal:

“O processo de federalização continua como objetivo forte. Já houve conversas com a EBSER e com o Ministério da Educação. É prioridade do governo Silvio Luna.”

Ele explicou que a etapa política avança, enquanto a parte administrativa segue dependendo de ações da prefeitura e da fundação.

Convênios com UniOeste e Unila

O apresentador também questionou o coronel sobre o convênio com a UniOeste, especialmente no setor de enfermagem, onde profissionais são fundamentais no centro cirúrgico:

“Há um redimensionamento encaminhado. O convênio deve ser feito pela fundação ou pela prefeitura.”

Sobre a Unila, que recentemente reclamou da falta de salas adequadas, ele afirmou:

“Os internos da Unila são importantíssimos. Vou dialogar com a reitora para aperfeiçoar e evitar desinteligências por falta de informação.”

Ações imediatas

Ao ser questionado sobre o que mudará de imediato ao assumir a direção, o coronel respondeu:

“De imediato é a forma de fazer a gestão. Toda minha experiência estará em funcionamento no hospital. Vamos acertar a maneira como a gestão é praticada.”

Quanto a possíveis mudanças nas equipes internas, ele afirmou que primeiro vai avaliar entregas e responsabilidades:

“Se todos estiverem fazendo as entregas previstas, não há motivo para substituição.”

O novo diretor assume em meio a desafios como reclamações de médicos, falta de equipamentos e o fim de convênios importantes. A ex-diretora Iélita Santos seguirá na função de Diretora Assistencial.

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