Entidades se unem e prometem enfrentar a proposta de aumento no número de vereadores. Não é possível que diante da posição clara da sociedade os parlamentares insistam no casuísmo dos partidos.
Só mesmo apostando na máxima de que o povo tem memória curta. Pagarão o preço das críticas e sofrerão o peso do posicionamento contrário aos interesses coletivos.
Ninguém consegue entender a postura radicalizada dos defensores da proposta. Até parece que os partidos se imaginam acima da vontade do próprio eleitor.
Está claro que a população não deseja mais políticos. Anseia, sim, por políticos competentes e compromissados com as causas populares. Políticos aptos para o desempenho da função legislativa.
A classe política não arregimenta condições de afrontar a sociedade. Está marcada negativamente. Ainda que persistam os idealistas e verdadeiramente vinculados à ética, são sobrepujados pelos venais e oportunistas. Ainda que prevaleçam algumas boas idéias, são sucumbidas pelos acordos espúrios arranjados sorrateiramente.
É preciso reestruturar o conceito da política. Envolver o coletivo nesse processo. Tornar o eleitor parte real da reconstrução. Porém, para isso, é preciso demonstrar princípios e coerência. Ouvir a voz das ruas e entender suas intenções.
Trilham por velhos e equivocados caminhos os que empunham um poder passageiro e socam a mesa acreditando possuir condições de decidir da forma que melhor for conveniente.
Muitos não têm a mesma postura diante das negociações que incluem vantagens pessoais. Dos acordos que permitem nomear parentes, partidários e amigos. Curvam-se diante do controlador do orçamento e esquecem ou desconhecem que a fiscalização do efetivo cumprimento da norma orçamentária é de sua responsabilidade.
Ainda há tempo para rever a proposta. Evitar o desgaste desnecessário. Ainda é possível anular o discurso vazio do suposto aumento da representatividade política. Quantidade não determina qualidade. Falta apenas aos presidentes dos partidos que assinaram a proposta e os vereadores que a apoiam, entenderem isso. A população já entendeu.
